História de Caldas Novas: das caldas do século XVIII ao maior destino termal do mundo
Antes dos toboáguas e resorts, havia sertão, tropeiros e uma lagoa que soltava vapor. Conheça a história de Caldas Novas, dos relatos do século XVIII ao título de maior destino de águas termais do mundo.
A descoberta das águas (século XVIII)
As fontes quentes da região eram conhecidas dos povos originários muito antes dos bandeirantes. Os relatos históricos associam a divulgação das “caldas” às expedições de Bartolomeu Bueno da Silva Filho, na corrida do ouro de Goiás, no início dos anos 1700. Sem ouro abundante, a riqueza local acabou sendo outra: água quente brotando do chão.
Do arraial à cidade das águas
O povoado cresceu ao redor das fontes — primeiro como parada de tropeiros e destino de banhos medicinais. No século XIX, o naturalista francês Auguste de Saint-Hilaire registrou as caldas em suas viagens pelo Brasil central. A emancipação veio em 1911, e por décadas Caldas Novas viveu como estância hidromineral pacata, famosa pelos “banhos que curavam”.
O boom do turismo (anos 1970-2000)
Com as rodovias e a moda dos clubes termais, a cidade explodiu: hotéis, clubes e os primeiros grandes condomínios verticais com parques aquáticos próprios — modelo que define Caldas até hoje. A cidade se tornou o maior parque hoteleiro do Centro-Oeste fora das capitais.
Caldas Novas hoje
Centenas de piscinas termais, condomínios-clube como o Casa da Madeira (no coração do centro) e o Rio Caldas, e um calendário de eventos o ano inteiro. Para entender a ciência por trás de tudo, leia por que a água de Caldas Novas é quente — e para conhecer a vizinha histórica, veja a história do Rio Quente.




